
Ao longo dos séculos XVIII, XIX e XX fomos sempre vistos com paternalismo, sobretudo pela cultura inglesa. Primeiro pelos britânicos que em troca de lã nos sorviam o vinho, olhando com desprezo quem lhes pisava o néctar divino. Depois, mais tarde, pelos norte-americanos que, num misto de curiosidade e desinteresse, respigavam estes apontamentos de folclorismo criado pela Segunda República de Portugal, ou Estado Novo de cujos resquícios nos não livramos tão cedo. Para eles seremos sempre típicos. Do
Zé Povinho à Vianesa, passando pelo Galo de Barcelos fomos nós que nos criámos, que aceitámos que nos modelassem e que nos promovemos desta forma. Podemos julgá-los pelo olhar que têm de nós?
Todas as nações têm desses símbolos: não vejo em que é que o galo dos franceses (gauleses) supera em bizarria o de Barcelos, sobretudo quando tem as impressões digitais da Rosa Ramalho. Sinceramente! JCN
ResponderEliminarFosse qual fosse a sua natureza,
ResponderEliminartinha um sexto-sentido o Estado-Novo
para encontrar os símbolos do povo
no que respeita à alma portuguesa!
JCN
Desculpa, Nuno, mas achas que procuras na Monarquia, aquilo que a República mais tentou promover: o cidadão do mundo, o cosmopolita, sem pátria nem mátria, um desenraizado, apenas obediente aos níqueis que vão chovendo.
ResponderEliminarDesculpa, Nuno, mas achas que procuras na Monarquia, aquilo que a República mais tentou promover: o cidadão do mundo, o cosmopolita, sem pátria nem mátria, um desenraizado, apenas obediente aos níqueis que vão chovendo.
ResponderEliminarNo entanto, parece que o povo-alvo gostou, adaptando-se "às raízes". No fundo, não fazemos pior figura que os amantes do flamenco - coisa insuportável, na sua intensa berraria -, as palmadas nas cochas bávaras, etc. Dos norte-americanos, enfim, prefiro calar-me.
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