4 de fevereiro de 2010

Alegrias da aurora.

«Gosto da aurora, das sombras roídas pela claridade.
Os telhados do parque tornam-se a pouco e pouco visíveis.
O odor da noite, do suor e dos prazeres de que nos recordamos aos poucos, à medida que nos vamos despindo deles. Pouco a pouco a aparência retomar aos corpos, enquanto os vamos escondendo e maquilhando.
A água fresca sobre os olhos e na garganta.»
Apronenia Avitia

2 comentários:

  1. ...que belo texto e que bem nos retrata os sonhos encobertos pela madrugada...e que despimos se queremos de nôvo o baptismo do orvalho ao amanhecer...

    onde encontro este livro?

    Abrao

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  2. DIAS SEM NOITE

    Em toda a nossa extensa e longa vida
    nunca houve noite, amor, foi sempre aurora,
    ainda não de todo esvanecida
    com tua irreversível ida embora:

    a luz em que o amor nos envolveu
    foi tanta... que ainda não anoiteceu!

    JCN

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