
António há-de morrer!
A Oliveira há-de secar!
O Sal há-de derreter!
E o azar há-de acabar!
O António já morreu!
A Oliveira já secou!
O Sal já se derreteu!
O azar não acabou!
(popular)
A Oliveira há-de secar!
O Sal há-de derreter!
E o azar há-de acabar!
O António já morreu!
A Oliveira já secou!
O Sal já se derreteu!
O azar não acabou!
(popular)
ATÉ QUANDO?...
ResponderEliminarSenhor! o meu país está doente,
não sei de quê, mas é moléstia séria,
cancro talvez ou coisa mais pungente,
lepra moral, um nojo, uma miséria!
Por tua Mãe, a quem se consagrou,
acode-lhe, Senhor! enquanto podes:
já tanto se aviltou e degradou
que pode sucumbir se não lhe acodes!
A causa deste estado é porventura
este arremedo de democracia
carente de moral e de cultura!
Se o meu país não volta a ter decência
e a ser de novo uma nação sadia,
talvez se nos acabe a paciência!...
JOÃO DE CASTRO NUNES
O BODE EXPIATÓRIO
ResponderEliminarNasceu connosco o azar,
não por obra de ninguém:
o azar é só de quem
não se sabe governar.
Pese aos méritos que temos
muito acima da medida,
deitarmos contas à vida
coisa foi que não soubemos.
Alguém terá de pagar
pelos erros cometidos,
quase sempre atribuídos
a Oliveira Salazar.
Aprendamos com os erros
dos nossos antepassados
e deixemo-nos de berros
contra supostos culpados!
Importaria saber
o que se fez ao dinheiro
recebido do estrangeiro
após o Homem morrer!
Maldito seja o azar
que continua a reinar
já depois de Salazar
a Deus as contas prestar!
JCN
NINGUÉM SE EVADE!
ResponderEliminarAo que chegou o meus país, Senhor!
em que abismo caímos tão profundo,
nós que já dominámos meio mundo
desfeiteando o próprio Adamastor!
Ao que chegou a pátria de Camões,
não nos dando ao respeito hoje e agora
nem dentro de fronteiras nem lá fora,
onde somos o gáudio das nações!
E dizia o Poeta da Mensagem
que já vinha a caminho o Quinto Império,
que não passou, por certo, de miragem!...
Quando o país um dia for julgado
por vós, meu Deus! num tribunal a sério,
não deixará ninguém de ser culpado!
JOÃO DE CASTRO NUNES