30 de janeiro de 2010

Notícias da Mui nobre e sempre leal


Palácio do Conde de Vizela

O que Serralves tem a ver com o 31 de Janeiro?
Nada. Ligada à figura de dois aristocratas - Carlos Alberto Cabral e Delfim Ferreira, respectivamente Conde de Vizela e Conde de Riba d'Ave - o espaço de Serralves associa-se ex nihilo às Comemorações do Centenário da República. Lucra com isso, é óbvio e já percebemos que em Serralves o que interessa é fazer dinheiro, a qualquer custo.
Entretanto, 4 artistas querem comer da mesma malga: Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Rui Reininho e Sérgio Godinho. Vão cantar os gloriosos feitos republicanos. O primeiro vem dizer que «É o povo quem exerce a soberania». Se assim fosse não era o Rui a ser contratado, mas o Quim Barreiros.


O banqueiro portuense Artur Santos Silva é mais monárquico do que pensávamos, afinal. Filho e netos de republicanos, tem orgulho nas suas raízes burguesas e revolucionárias. Do avô chapeleiro, ao pai político até à banca de A. Santos Silva, vemos como a hereditariedade conta. Mas isso já o sabíamos por Mário Soares a quem sucederá no reino de influências e prestígio o filho João Soares, ou no casos das filha quer de Almeida Santos, quer do do acérrimo do historiador republicano Carvalho Homem, etc etc. Quem sai aos seus não degenera, e é verdade. Esta é a nossa república de pais e filhos, de pequenos reinos de influência e poder. Hoje, em vez de uma família para sustentarmos, temos muitas. E são bocas que se alimentam bem.


E os Tripeiros o que terão a dizer acerca disto?
Provavelmente nada. Não é com festejos e recriações históricas que esta república doutrinará. Na segunda-feira, ninguém se lembra do 31 de Janeiro de 1891, porque para quem tem que se levantar ás 6hs da manhã, e tem prestações para pagar ao fim do mês, o relambório propagandista, mesmo à custa de 10 milhões de euros, não conta para nada. Vão ser necessário muitos anos de celebrações, de lavagem cerebral dos nosso alunos para criar republicanos em Portugal.

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