30 de dezembro de 2009

Não diga «tolisses».

"Não deixa de ser curioso que alguns dos mais ferrenhos detractores do Acordo sejam bloggers que se distinguem pelos pontapés que todos os dias dão na gramática. O tipo de gente que começou a ler traduções de Robert Walser sem nunca ter lido João de Deus". Eduardo Pitta, em «Da Literatura»

Pena é que o Acordo Ortográfico, em vez de estimular a leitura de João de Deus, Camilo, ou mesmo Eça de Queirós, só sirva para massificar as novas escritas de Paulo Coelho e afins.

Outras opiniões:
http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/12/lingua.html
http://blog.criticanarede.com/2009/12/jornal-publico-nao-adopta-acordo.html

5 comentários:

  1. Não foi o major Vítor Crespo, na sua qualidade de ministro da educação, que disse que, desde que se entenda, tudo está bem?!... Siga a procissão com a comlacência... dos complacentes ou aderentes! JCN

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  2. Para a maioria de nós, acho que pouco vai mudar. Continuaremos a escrever como sempre escrevemos, a ler o que gostamos, escrito como gostamos. Preocupa-me apenas os miudos que aprendem a ler e a escrever agora. Que conteúdos vão aprender e como estarão escritos?..

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  3. Corrijo a gralha "comlacência" por "complacência". Detesto gralhas! JCN

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  4. Mudar a ortografia de um idioma não é drama nenhum. Mas não é desejável ou aconselhável: é desconcertante. Lembremo-nos que o latm, embora evoluindo, se escreveu sempre da mesma forma durante mais de meio milénio. E, epigraficamente, não se encontra um só pontapé na gramática do ponto de vista meramente ortográfico. E não só! Varia a forma ou estilo das letras, mas não a ortoigrafia vocabular propriamente dita. O português... está no polo oposto: sempre a mudar! Ninguém se entende. Cada um a seu modo. "Desde que se perceba", lá dizia o outro, que mais dá! Que diferença faz escrever "tolice" ou "tolisse"? Até um tolinho... entende.

    JCN

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