8 de dezembro de 2009

Dez milhões de monarcas.

Entretanto, dizem-me que haverá um recital de Natal no Paço de Vila Viçosa, «sendo utilizado para o efeito o Piano John Brinsmead & Sons, oferta de casamento da comunidade britânica residente em Lisboa para os Príncipes D. Amélia e D. Carlos». Desculpem parecer tão extremista, mas estas coisas enojam-me. Anda o país em bicos dos pés a comemorar e a exaltar os valores desta República quase centenar, podre, corrupta, sem ética e com muito pouco(s) valor(es), e de todos os lados saltam «comemorações régias»: lançamentos de biografias e conferências para onde confluem hordas de historiadores-detectives empenhados em descobrir o lugar de nascimento do primeiro rei deste país (que, por acaso, só por «acaso», até lhe deve a existência). Mas se perguntarmos a um destes senhores que vão a concertos de pianos outrora régios ou que dão muita importância a berços reais, o que acha do regime monárquico dirão que é um regime caro, despesista e moralmente indigno para uma sociedade moderna. A tão poucos se aplica, como aos portugueses, a expressão «ter o rei na barriga». Não queremos reis porque somos todos reizinhos, monarcas absolutos do nosso mundinho.

2 comentários:

  1. Se a monarquia serve à Espanha, Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Noruega, Japão, só para citar alguns, porque achamos que lhe somos superiores?..nunca percebi isso.

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  2. Querem porventura que acreditemos que a hipocrisia faz parte da boa educação...por alma de quem? desta República? Desiludam-se!


    ABRAÇO a caminho de PRAGA

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