1 de novembro de 2009

Cabeças de abóbora.



Enquanto ontem e hoje os urbanos andavam a ensinar os filhos a fazer cabeças com abóboras e a pedir doces pela rua fora, como fazem os filhos dos outros, na América, eu andava Douro acima e Douro abaixo a matutar nas coisas da vida. Coisas como: onde está o amor pelos mortos? o amor pelos antepassados? Depois lembrei-me...mas, se nem o há pelos vivos. E encolhi os ombros. Lembrei-me de umas certas sociedades, ditas «primitivas», que têm nas suas cultura um código que os compromete a respeitar os mais velhos e a ter pelos que faleceram um respeito que os filhos não têm hoje pelos pais (ou vice versa). Aqui, nas cidades, nas redes sociais, talvez sejamos nós os mortos e no fundo não nos respeitemos uns aos outros. § Mas, que história é essa do Halloween, afinal? Já não temos que «comer» os americanos todos os dias do ano? Aquela gente estúpida que passa a vida a dizer que as religiões isto, as religiões aquilo e que tudo é (mal) gerido pelas religiões, não faz um acto de contrição e começa a questionar outras coisas, como estas parvoíces? Só temos Harry Potter's, vampiros, anjos com atitudes estranhas, ainda nos fazem falta as abóboras com caras estranhas? Eu dizia, se o recato me deixasse, o que alguns desses pais podiam fazer com as abóboras. Mas prefiro aconselhar o doce, com umas lascas de noz ou amêndoa, para desenjoar da parvoíce. Hoje comemora-se o Dia de Todos os Santos e amanhã o dos Fiéis Defuntos. Até prova em contrário esta jangada de pedra ainda não navegou até ao outro lado do Atlântico.

1 comentário:

  1. Não podia concordar mais. É um enjoo essas americanices. Abóbora é para a sopa!

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