17 de outubro de 2009

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Sim, porque História sempre foi uma coisa especial. Escrevi há tempos, por aqui, que "é a puta mais deslavada e maltratada de que há memória, de quem toda a gente se serve e que ninguém respeita ". É que nem é ciência, nem letras, nem artes. Um cientista é um cientista, lida com avanços do conhecimento humano, viagens a Marte, curas para o cancro, nanotecnologia e coisas afins, tem uma linguagem superior, um vocabulário esotérico. Um homem de ciência, caramba. Um letrado, bom, um escritor, merece respeito, senão ninguém escreveria romances e basta ir a uma livraria e ver os escaparates cheios de gente que escreve memórias, mexericos, romances históricos, enfim, uma panóplia de pãezinhos quentes. Um artista é um artista, está acima dos mortais que teimam em ver rabiscos ou monos ou coisas esquisitas onde estão linhas, cores, traços, visões, volumes, plasticidades, conceitos, emoções e essências humanas.
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A ler, no Jugular, por Paulo Pinto, Historiador.

1 comentário:

  1. É pena que assim seja, porque a História é a essência humana, é tudo aquilo que somos.

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