31 de maio de 2009

Cidade a ponto luz bordada

IMGP1139


Lisboa, Maio de 2009 (c) N.R.
Uma semana em Lisboa com uma média de 30 graus. O brilho da pedra a expandir a luz em todas as direcções; ruas cheias de gente; eléctricos dolentes a subir e a descer a calçada de São Vicente. Lisboa exaure. O primeiro impacto, para quem vem do norte, é a luz, que ofusca primeiro e depois amolece. A calçada polida, estreita ou subitamente larga, esguia ou aberta na encosta das colinas, demove o mais afoito investigador. Assim foi durante 5 dias: uma caminhada de passo compassado, quase arrastado, pelas ruas e avenidas da cidade. Nos Anjos um hotel com a janela do quarto virada para um pátio interior foi o oásis. Por momentos abstraí-me do movimento da Almirante Reis onde a expressão multiculturalismo atinge o verdadeiro sentido. Uma hera trepava a parede vagamente iluminada pelo sol abrasador e fazia recordar-me a letra de Ary dos Santos: Da luz que meus olhos vêem tão pura / Teus seios são as colinas, varina / Pregão que me traz à porta, ternura / Cidade a ponto luz bordada / Toalha à beira mar estendida...

2 comentários:

  1. olááá!!

    vens inspirado da capital... bem podes!! lisboa é liiiiiiinda!!!

    olha q tal correu a tua conferencia?? sobre os mecenas e patronos da actualidade seguramente que as conferencias não seriam tão interessantes... :(

    beijs

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  2. ...e graças a este teu post, andei o dia todo a cantarolar esta música, como fazia a minha avó.

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