6 de abril de 2009



Tenho consciência do muito tempo perdido a falar, aqui, de Salazar, mas não posso deixar de chamar a atenção dos leitores para um livro recentemente lançado sobre a tese de um Salazar maçon. As sociedades secretas, pelo simples facto de serem secretas (e, portanto, esconderem algo) são me totalmente não gratas. Cumprem o seu papel (quase sempre o de minar ou corromper alguma fundação, ou suster o crescimento de outra), desde sempre existiram e continuarão a existir - mas confunde-me a ideia de agremiações que se dizem democratas, liberais e pela liberdade - como a Maçonaria - quando os seus elementos e os seus rituais estão envoltos em absoluto secretismo. § Saber, portanto, (embora o livro, escrito pelo juiz José da Costa Pimenta, seja uma súmula de teses) que Salazar tenha aderido à maçonaria não me deixa surpreendido. Há muito que a ideia de um Salazar beato tinha sido posta de parte. Os seus negócios tácteis com a Igreja, a forma como estruturou uma sociedade corporativa (gremial) e como susteve a mensagem de uma nação e um Império fortes, - diversa, mas una -, corrobora a mensagem da «religião natural» praticada pelos maçons. Não sei se para a Maçonaria portuguesa, a que pertence a quase totalidade dos elementos do governo actual liderado por José Sócrates, será uma boa notícia (não sabendo eles já deste facto...). Mas não deixa de haver certas tomadas de posição, ou tiques governativos, se assim quisermos, entre a Ditadura pessoal de António de Oliveira Salazar e o XVII Governo Constitucional de Portugal (em funções desde 2005)...

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