15 de abril de 2009

Quem sabe?

Quizás, quizás, quizás (Loewe) com Jennifer Pugh e produção de Eugenio Recuenco

Aprecio a publicidade, sobretudo quando elaborada com cuidado, arte e imaginação. Se a imprensa e toda a comunicação social, como bem se sabe, são o 4º poder, não há dúvida de que o 5º é publicidade. Cada vez mais virada para os sentidos, brinca com a nossa sensibilidade, apelando para os nossos instintos mais primários. Os publicitários são hoje psicólogos, que cuidadosamente sabem onde tocar e a que recantos mais longínquos da nossa mente devem chegar. Alguém escreveu que a pena é mais poderosa do que a espada. Verdade. As profecias dizem que Cristo virá para matar com a palavra, - Aquele que nunca deixou nada escrito (ou deixou e a areia tratou de engolir-lhe as palavras) - e houve até um imperador chinês que mandou queimar todos os livros para que houvesse memória apenas desde o seu reinado (mais tarde um ditador sentado na mesma cadeira, fez algo semelhante). Mas quem escreveu aquela máxima nunca viu uma imagem num ecrã. Hoje, a imagem é mil vezes mais forte do que a palavra e mil vezes mais afiada do que a espada. Quem quer vender perfumes, manteiga ou presidentes das repúblicas, sabe-o bem. Tudo se vende, tudo se compra, tudo se transforma (e nem sempre de bom para melhor...).