
Depois de vós, nós, a divisa de D. Manuel II, rei culto, pacificador, altruísta que sintetiza bem o que ontem se comemorou: não uma independência por motivos de opressão - razões que levam muitos povos, em todos os tempos, a lutar contra tiranos - mas uma necessidade de assumir uma consciência de unidade, conseguida em poucas ocasiões da nossa história, apenas quando o rei encarnou o espírito colectivo que caracteriza o progresso (enquanto acção, desejo, motor) das nações. O 1.º de Dezembro de 1640 não é um acto fortuito, nem menor - e embora tenha sido a mão das elites a empunhar o estandarte, fê-lo consciente da vontade de todos os estados que depuseram na mão do Duque de Bragança, o símbolo do bom governo. Não foi pois um cinco de outubro em que já não os oligárquicos, mas os politicocráticos, vieram à rua com foros de liberdade como se a monarquia subjugasse os corpos e as mentes. Mas a divisa destes burocratas de Bruxelas não é, nem nunca foi, "depois de vós, nós". É arenga mais pragmática que lembra aos cidadãos que as liberdades se pagam - eles são só colectores de impostos. A seguir a um virá outro, e outro, e mais outro. Perdemos a independência da boa memória, para ganharmos a ilusão da igualdade.
E a ilusão da igualdade trouxe-nos a desilusão:
ResponderEliminar-a vera realidade! que de uma forma: pseudo- libertária nos encurralou nos guetos da diferença