5 de novembro de 2008

We can be heroes, just for one day (um post sobre as eleições americanas)





David Bowie, Heroes, 1977

Não sou dado a manifestações esquizofrénicas de teor eleitoralista, muito menos as de carácter institucionalmente republicano. As eleições nos E.U.A. são deles, não são nossas, por muito que a eleição do presidente norte-americano influa nos gráficos bolsistas do resto do universo. Contudo, assim que liguei a t.v., ainda há pouco, fui bombardeado com festejos efusivos de vitória, como se hoje tivesse nascido um mundo novo. A única grande e verdadeira conclusão que se podia tirar dos tais festejos televisivos era a de que, pelo facto de ter sido eleito um presidente de cor, tudo ia mudar,  inclusivé o próprio sentido de liberdade. Acredito que, para a América seja um grande passo, dada a sua História conturbada, mas chega a ser de uma inocência tola pensar que podemos antecipar os actos ou julgar as pessoas pela cor da pele (não é o que as campanhas anti-racistas nos dizem?). Eu, quando muito posso dividir o mundo segundo o carácter das pessoas. A cor da pele, dos olhos, as diferenças físicas, a orientação sexual, política, ideológica, a religião nada disso me interessa. Se não houver humanidade, no sentido de sermos capaz de amar o seu semelhante, qualquer Homem é potencialmente mau - e eu acredito, cada vez mais, que o Homem é biológica e culturalmente mau, infelizmente. Por isso, apenas posso esperar que o sr. Obama, independentemente de ser o primeiro presidente negro da História americana seja mais um pai, do que um estratega. É de um pai que as nações precisam. E é por isso que eu sou monárquico.

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