19 de novembro de 2008

Comentários a dois comentários.

Um
Relativamente ao comentário (gaffe, qual gaffe?) da Dr.ª Manuela Ferreira Leite, não vejo qual seja o espanto. Se repararem estamos em ditadura há bem mais do que seis meses.
Dois
Mais graves parecem-me as declarações do governador do Banco de Portugal sobre o carácter «generoso» (e cito) do subsídio de desemprego, - que, segundo o mesmo, propicia o desemprego de longa duração. Vindo de alguém que tem um salário pornograficamente elevado - eu diria mesmo uma quantia vergonhosamente alta para o comum dos portugueses - , fica mal fazer comentários daquele género. Continua a verificar-se uma discrepência entre o ficcional dos gabinetes de Lisboa e o que de real se verifica no quotidiano do País. A dotação atríbuída a mordomias, salários principescos e gastos excessivos e supérfluos dos altos cargos da função pública deve influir bem mais no desiquilíbrio das contas do erário nacional do que os subsídios de desempregos atribuídos por não mais que 2 ou 3 anos a quem ainda tem quem vive o drama de não conseguir emprego. Declarações destas valeriam, em países civilizados, um despedimento e um pedido de desculpas. Aqui, valerão uma promoção, com certeza.

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