9 de setembro de 2008

O serviço público de um Historiador. Relembrar quem nos enfiou o "barrete"

Via Historiadores republicanos


"... não creio que valha a pena preparar, oficialmente, ou mesmo em meios académicos, a celebração dum mau defunto que foi esse regime de década e meia de vigência atarantada, e que, bem feitas as contas, teve nada menos do que 47 governos que a desgovernaram por trancos e barrancos (...) de atribuladíssima e caótica duração, com muitas bernardas castrenses de permeio, sedições várias, tumultos constantes e quase sempre mais ou menos sangrentos, de atropelos à legalidade e ditaduras disfarçadas ou às escancaras, sem falar da Ditadura das Urnas, com o 'partido democrático' do dr. Afonso Costa (aquele homem de Direito que foi uma vez ao Porto, em 1902, com uma soqueira, para agredir à traição o Sampaio Bruno), mais uma participação em tudo funesta e catastrófica nos conflitos europeu e africano, e, por fim, uma degola que nos privou da Liberdade, com certa lógica fatal depois de tanta bagunça, desassossego, insensatez política e falta de implementação mínima dum regime sério de Cidadania, Educação generalizada ou Progresso material, porquanto nem se educou o povo, nem se fez de cada português um cidadão livre, nem se melhorou a vida dos portugueses"


João Medina, 2006, via "Centenário da República"



Porque a um historiador não cabe o exclusivo papel de arrumar o Passado, os Homens e as suas relações em gavetas que nunca se abrirão, se não para deleite de intelectuais. E o comum dos mortais? E a educação? E a intervenção cívica e política? Ao Historiador cabe preparar as fundações para um futuro mais culto, mais tolerante, mais justo e mais íntegro. N.R.

3 comentários:

  1. A república pretende/pretendia sobretudo passar uma mensagem de cidadania, de exercício e consciência cívica. De igualdade perante o Estado e perante a Lei. Igualdade de oportunidades etc.

    A vitória da República deveu-se ao falhanço redondo da monarquia. Esse foi o erro e temo que seja irreversível. 100 anos de quê? É bom perguntarmos.

    Abraço!

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  2. olé Nuno!!

    ... e q barrete!!

    q bom q estás de volta !!

    beij

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  3. Caro Viajante, tens razão. Mas é preciso não deixarmos de interrogar nunca.

    Emília!
    E ainda passeamos por aí com o barrete enfiado.
    Já estava com saudades! Por onde tens andando?
    Um abraço

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