Farto-me de conhecer gente interesseira. Pessoas que fazem tudo para terem mais do que têm, desde vender a mãe até venderem-se a si próprias. Gente que faz enredos, tramas, que quando estamos no auge, estão sempre lá, na órbita de nós e, depois, quando sentem o colapso fogem das estrelas para formar buracos negros (não sei se é assim na lógica da física quântica, mas na vida real, das relações humanas, é). Depois partem para orbitarem em redor de C ou de D, até sugarem deles o necessário à sua prossecução. Nunca haverá sossego para elas. Nunca estão satisfeitas. Eu observo-as, desde o primeiro passo em falso, jogo-lhes o jogo, assisto de camarote ao seu percurso. Sinto uma curiosidade em saber para onde vão, o percurso que fazem, a imagem que dão de si ante os outros. Por mim, já passaram imensas pessoas assim e vão, com certeza, continuar a passar muitas mais. São cometas em rota de colisão com outros cometas. Gente muito triste, muito solitária e extremamente medíocre. Porque no constante burburinho em que se movem, não ouvem, ninguém os ouve e raramente são verdadeiramente notados. Mas eles estão lá, estão aí...
Meu caro e bom amigo, pois é esta a nossa desdita, vê-los de camarote. São tão giros e por vezes tão perigosos...
ResponderEliminarEste bem poderia ser o manifesto de um movimento "anti-cometas", o qual subscrevo inteiramente.
Abraço!!