14 de maio de 2008

Senhor de Matosinhos.

Noite em Matosinhos, 2008 (c) N.R.

Moro próximo de uma rua, a Vilarinha, que outrora afunilava o corropio de gente de Aldoar, de Nevogilde, da Foz, de Ramalde e do burgo do Porto (lá longe) até aos areais de Bouças ou Matosinhos, nome porque hoje é conhecida aquela urbanização incaracterística que preenche a margem esquerda do outrora belo Leça. Se houve romaria que sempre causou assombro no meu espírito de criança foi a do Senhor de Matosinhos. Ia lá pela mão da minha mãe, espreitar as luzes e as cores. E cheirar aromas que só as feiras permitem...Já lá vão mais de 25 anos sobre essas lembranças...E o Senhor de Matosinhos, cuja construção hierográfica me seduzia pela maravilhosa conjunção de coisas impossíveis, ainda hoje é o mesmo - a imagem sécia e hierática com as longas mãos que me olha de uma cruz altíssima (num abraço infinito) e as multidões rua acima, rua abaixo, num percurso em que todos os sonhos se diluem...

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