13 de maio de 2008

Preconceitos, xenofobia & multiculturalismo: «efectivamente sem moralizar»?

Uma das coisas que a História me ensina diariamente é a não ser preconceituoso, nem ter atitudes valorativas e juízos morais para com o meu semelhante. Este é uma das premissas mais importantes da História como, aliás, de qualquer uma das Ciências Sociais. Quando se revê o passar das Civilizações, os actos e a mão do Homem, com todas as suas «riquezas e misérias», adquire-se uma posição de mero observador que não responde a estímulos rácicos ou xenófobos. Talvez se a História fosse uma parte maior e mais importante na educação das sociedades contemporâneas, houvesse uma capacidade efectiva para contribuir no sentido da aplicação do verdadeiro multiculturalismo e para uma maior abertura e construção social equilibrada dos nossos jovens. § Hoje assistimos a uma perversão de noções como xenofobia e preconceitos sociais e rácicos. Não poucas vezes ouvimos discursos que condicionam o diálogo, como através da exacerbação dos povos outrora ostracizados ou alvo de discursos e atitudes neo-racistas: invertem-se papéis numa atitude tangencia e subliminarmente perigosa. E no meio desta Babel de protestos constroem-se novos preconceitos. Os mesmos que dizem que devemos abolir conceitos rácicos, como «raça», «negro», «preto» ou «chinoca», são intolerantes quanto ao modo de vida homossexual, recusam o diálogo com o semelhante apenas com base em pontos de vista políticos ou ideológicos e prosseguem um estilo de vida completamente em desacordo com as posições que tomam ou das quais fazem bandeira. O pior racismo, o pior tipo de discriminação é a que vive silenciada, ou compartimentada entre uma certa moda anti-rácica e um conservadorismo intrínseco contra novos estilos de vida que guetiza e promove a exclusão de determinados grupos sociais. Este não é o multiculturalismo que se pretende e, como refere a música dos GNR, aquele que existe «efectivamente sem moralizar...».

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