2 de abril de 2008

Para nada, pelos vistos.

«A indignação é hipócrita e, naturalmente, tardia. A existir, ela devia ter sido ouvida quando o Comité Olímpico Internacional resolveu premiar uma ditadura com os Jogos. Não que o caso seja absolutamente inédito: se esquecermos, por motivos grotescos, a Alemanha nazi de 1936, teremos sempre Moscovo, em 1980, que celebrava o espírito humanista do barão de Coubertin ao mesmo tempo que marchava pelo Afeganistão adentro. E quando, em Munique, 11 atletas israelitas eram massacrados pelo terrorismo palestiniano, não passou pela cabeça de ninguém desmontar a tenda. O que valem 11 judeus? As páginas olímpicas são páginas de vergonha moral. Não começaram agora. Não vão acabar agora. Tanto barulho para quê?»

João Pereira Coutinho, Expresso, 31-3-2008.


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