10 de março de 2008

A política da Igreja.

(...)
Neste caso, o silêncio é pouco edificante. A Igreja não pode ser imparcial. Não deverá, como é óbvio, tomar partido por partidos. Ela tomará sempre partido por pessoas, por ideais, por causas, por valores.
Se ela não o fizesse não seria isenta. Estaria a tomar partido por quem explora, por quem agride. Quem cala consente. Poderá um cristão consentir a exploração, a injustiça?
A clareza é sempre importante. As pessoas têm o direito de saber de que lado estamos. Nós temos o dever de as não defraudar. Cristo foi sempre claro. «Que as vossas palavras sejam sim, sim, não, não» (Mt 5, 37).

«O cristão não pode ser apolítico», de Theosfera.

Não poderia ter dito melhor. Eu apenas acrescentaria «o cristão não deve ser apolítico». Se ao menos toda a Igreja assim pensasse. Se ao menos parte da igreja o executasse. Se, ao menos, alguns homens da Igreja ou soubessem. Se, pelo menos, um deles o quisesse...

1 comentário:

  1. Concordo com um ponto e discordo de outro:
    o cristão tem o dever cívico de não ser apolítico e a Igreja tem o dever teológico de ser imparcial e apolítica. Os valores do catolicismo não são políticos, são mais do que isso, são teológicos e morais.

    Podemos ter partidos de inspiração cristã mas nunca o partido da Igreja com sacerdotes e leigos nas suas fileiras. Eu disse nunca? E já agora, por que não?

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