24 de Novembro de 2009
Martírio no feminino: fotografia e iconografia
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arte,
documentos,
flickr,
fotografia,
Hagiografia
22 de Novembro de 2009
Gil Vicente
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Antologia,
Gil Vicente
19 de Novembro de 2009
#Sugestões: congresso.

Sem esoterismos, histerias e outras quejandas coisas que não lembram ao Diabo, este congresso sim, vem discutir o essencial. Para mais informações, ver aqui.
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Afonso Henriques,
Congresso
16 de Novembro de 2009
A arte de gastar II.

(...)
Chegou enfim o dia da repartição da terça. Eram cerca de oitocentos os pobres dados na lista, e duzentos contos a terça dos três milhões. Orçou por sessenta moedas de ouro a esmola de cada um. (...)
Sumariando os males que imediatamente à distribuição do dinheiro se experimentaram, não houve no decurso do ano seguinte jornaleira nem oficial de alguma arte que aceitasse trabalho. As filhas dos lavradores equipadas de grilhões e arrecadas de ouro, afligiam os pais com rogos de iguais enfeites; e, se lhos negavam, fugiam da labutação dos campos, compelindo os pais a premiarem-lhes a desmoralização da desobediência.
Convergiram àqueles sítios jogadores de longe, sendo a esquineta o jogo mais na voga e livremente exercido em público.(...)
Duas especialidades de luxo, de algum modo ridículas, se manifestaram naquele gentio de oitocentas pessoas, apostadas a dissiparem algumas centenas de contos: uma era que todo o herdeiro comprou seu garrano; a outra era regular cada qual o seu tempo por dois relógios à feição dos «incríveis» do Directório em França. Em dia de romagem, cada freguesia regorgitava uma caravana de romeiros, cavalgados em garranos, gritando à desgarrada: «Viva Londres!» e, à porta de cada taberna, se algum ébrio bastante cínico bebia à saúde do defunto Manuel Vieira, a chusma gargalhava, babujando com a espuma do vinho uns chascos vilanazes como eles esvurmavam desta ralé do Minho, a mais bestial raça que estanceia na Europa.»
Camilo Castelo Branco, O demónio de ouro, vol. II.
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Camilo Castelo Branco,
esbanjamento,
portugueses
A Arte de Gastar I.
Família que ganhou 600 mil euros no totoloto vive hoje de rendimento mínimo atribuído pelo Estado português.
«(...) três milhões. Esta quantia em 1799 era um colosso de ouro, uma fábula oriental, o sonho de um avarento, o mais que poderiam dar de si as fábricas de moeda que cabiam na imaginação de Lacalprenéde e Redacliffe.
(...)
Agora abramos a lista dos co-herdeiros dos três milhões de herança de Manuel e Eulália Vieira.
Determinaram ambos os testadores que a terça fosse distribuída pelos pobres de Rendufinho, onde Manuel havia nascido, e pelos de Vilar e Geraz, donde eram os pais de Eulália. (...)
Na cobrança dos legados contravieram estorvos e trapaças de toda a espécie, desde a justa precaução da lei até à ladroeira desbragada.
Por parte dos pobres, contemplados com a terça, saíram com procuração uns solicitadores que já se haviam enriquecido, mancomunados com as justiças inglesas, antes que os herdeiros pusessem as vistas nas pilhas nos soberanos. (...)
Na repartição da terça pelos pobres de Vilar e Rendufinho ressaltaram novos impedimentos. As outras freguesias do concelho destacaram moradores provisórios para as duas contempladas. Cada lavrador encheu as suas cortes de criados gratuitos, sob condição de os arrolar na lista dos pobres. (...) Lavradores remediados apresentaram certidão de pobreza com grande escândalo dos verdadeiros pobres que umas vezes espancavam os adventícios, e algumas vezes os seus próprios vizinhos, de quem haviam recebido mercês.
Na expectativa da herança, que em Lanhoso sofrera grossa sangria dos agentes emparceirados com a justiça, os jornaleiros recusavam pegar na enxada, e as mulheres olhavam para as rocas e sarilhos com entojo. Faltaram braços para as ceifas; a colheita de dois anos foi mesquinha; e, primeiro que se emborcasse a cornucópia das peças, houve fome. (...)»
Camilo Castelo Branco, O demónio de ouro, Vol. II.
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Camilo Castelo Branco,
esbanjamento,
RMG,
sociedade
11 de Novembro de 2009
Coisas interessantes ou coisas que interessam?
(*) Basta percorrer os antigos Róis de Confessados para perceber que o modelo «heterossexual», patriarcal e fechado é uma construção meramente teórica...
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casamento,
Igreja Católica,
marriage,
sociedade,
society
4 de Novembro de 2009
Castas Corruptíveis.
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corrupção,
Portugal,
sociedade
2 de Novembro de 2009
1#notas republicanas
Via Biblarte (Flickr)Fotógrafo: Estúdio Horácio Novais
É Salazar. E a bandeira é a da República Portuguesa. Não, não há engano. Ao contrário do que algumas pessoas, como o sr. Mário Soares, querem fazer crer, não houve suspensão da República entre 1926 e 1974. Vamos mesmo comemorar o Centenário da dita no próximo ano.
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republic,
Salazar,
Segunda República
1 de Novembro de 2009
Cabeças de abóbora.
Enquanto ontem e hoje os urbanos andavam a ensinar os filhos a fazer cabeças com abóboras e a pedir doces pela rua fora, como fazem os filhos dos outros, na América, eu andava Douro acima e Douro abaixo a matutar nas coisas da vida. Coisas como: onde está o amor pelos mortos? o amor pelos antepassados? Depois lembrei-me...mas, se nem o há pelos vivos. E encolhi os ombros. Lembrei-me depois de umas certas sociedades, ditas «primitivas», que têm nas suas cultura um código que os compromete a respeitar os mais velhos e a ter pelos que faleceram um respeito que os filhos não têm hoje pelos pais (ou vice versa). Aqui, nas cidades, nas redes sociais, talvez sejamos nós os mortos e no fundo não nos respeitemos uns aos outros. § Mas, que história é essa do Halloween, afinal? Já não temos que «comer» os americanos todos os dias do ano? Aquela gente estúpida que passa a vida a dizer que as religiões isto, as religiões aquilo e que tudo é (mal) gerido pelas religiões, não faz um acto de contrição e começa a questionar outras coisas, como estas parvoíces? Só temos Harry Potter's, vampiros, anjos com atitudes estranhas, ainda nos fazem falta as abóboras com caras estranhas? Eu dizia, se o recato me deixasse, o que alguns desses pais podiam fazer com as abóboras. Mas prefiro aconselhar o doce, com umas lascas de noz ou amêndoa, para desenjoar da parvoíce. Hoje comemora-se o Dia de Todos os Santos e amanhã o dos Fiéis Defuntos. Até prova em contrário esta jangada de pedra ainda não navegou até ao outro lado do Atlântico.
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parvoíce
Na mouche.
É a golpadazeca do ordinareco que faz umas jogadas, umas burlas, umas corrupções, umas porcarias, umas porcarias, condenando o país e com uma ilusão: é que quando morrer acha que leva isso tudo."
Via 31 da Armada (obrigado Raquel)
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corrupção,
mediocridade,
sociedade

